sexta-feira, 7 de março de 2008

Conceito – desfeito – refeito.


Portugal. Ano oitavo do terceiro milénio. O nevoeiro cerrado da inconsequência não permite entrever os fogachos criativos; as políticas culturais encobrem a verdadeira Cultura, cimentando ideias já de si paralizadas e negando as vias de acesso a quem tem rodas para andar. Nevoeiro… nevoeiro massificado de dimensão global; a industria mainstream cerra os olhos, encerrando o pensamento; a consciência universal caminha para uma plastificada uniformização. El-Rei D. Sebastião perdeu-se no nevoeiro, já não encontra o caminho!

De repente, por entre as brumas, um som cortante abre caminho! Ainda há quem Buzine! Um silvo agudo rasga os ares… outro mais grave, outro mais rouco… Num instante um coro altivo marca presença, na forma de Buzinão! Eia, que as brumas se abrem! Eia, que o nevoeiro dispersa! Eia! Eia, que o sol ilumina já um bocadinho do solo…e ele é fértil, afinal! Terreno propício ao crescimento de ideias, cores, imagens, odores, pensamentos, sensações… Um campo aberto à criação, que promete Buzinar as mentes! »

quinta-feira, 6 de março de 2008

O que é um fanzine?

Abreviatura de "fanatic magazine", o primeiro Fanzine terá surgido nos EUA, na terceira década do século XX, em plena grande depressão americana. Numa época de desemprego, fartura do ócio e lei seca, escrever fanzines deveria ser uma excelente maneira de manter o estômago e a cabeça ocupados. Os zines funcionavam por vezes como contra-informação, promovendo opiniões ou até mesmo ideais. Sem formatos pré-estabelecidos ou manuais de redacção e estilo, estes magazines amadores não eram editados com fins lucrativos e os seus colaboradores não eram pagos. Habitualmente de periocidade variável, tinham pequenas tiragens de distribuição escassa. Assim individualmente ou em grupo eram abordados temas como a ficção científica, banda desenhada, música, poesia, design ou até mesmo moda.
Nos anos 70 foram uma forma de o movimento Punk espalhar a sua ética do "do-it-yourself" e nos anos 80 um meio de escritores divulgarem os seus pensamentos. Hoje em dia, com a difusão da Internet, o suporte papel está a ser abandonado, passando a estar on-line, sob a forma de "blog".
A Cultura do Zine, por mais anárquica que pareça ser, tem seus membros bem definidos. Editores, colaboradores e amigos/leitores encontram nela um espaço para a divulgação de ideias, erudição alternativa, egotrips e descobertas insondáveis.