
Portugal. Ano oitavo do terceiro milénio. O nevoeiro cerrado da inconsequência não permite entrever os fogachos criativos; as políticas culturais encobrem a verdadeira Cultura, cimentando ideias já de si paralizadas e negando as vias de acesso a quem tem rodas para andar. Nevoeiro… nevoeiro massificado de dimensão global; a industria mainstream cerra os olhos, encerrando o pensamento; a consciência universal caminha para uma plastificada uniformização. El-Rei D. Sebastião perdeu-se no nevoeiro, já não encontra o caminho!
De repente, por entre as brumas, um som cortante abre caminho! Ainda há quem Buzine! Um silvo agudo rasga os ares… outro mais grave, outro mais rouco… Num instante um coro altivo marca presença, na forma de Buzinão! Eia, que as brumas se abrem! Eia, que o nevoeiro dispersa! Eia! Eia, que o sol ilumina já um bocadinho do solo…e ele é fértil, afinal! Terreno propício ao crescimento de ideias, cores, imagens, odores, pensamentos, sensações… Um campo aberto à criação, que promete Buzinar as mentes! »


